As palavras dos outros...

De nada vale tentar ajudar quem não se ajuda a si próprio. "Confucio"

sábado, 26 de julho de 2008

Toques


De novo
Aquela coisa
Que irrita
Chateia
Apoquenta
Desorienta

Um toque
Inadvertido
Tranquilo
Calmo
Sensível
Doce

De novo, tu
Eu, de novo

Querer...


Onde vou
Onde estou
Sinto
Penso
Olho
Cheiro
Tento ser
Ter
Perceber-te!

sábado, 28 de junho de 2008

Tu


Quando te vejo
Assustada
Magoada

Quando te vejo
Perdida
Ferida

Quando te vejo
Inábil
Frágil

Quero ser o teu colo
Teu solo

Desistência

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Voava


Voava
junto à costa

Poisava
naquela rocha

Imaginei
aquelas asas

Sonhei
aqueles olhos

Pensei voar
sobre ti

Pensei olhar
por ti

Por aqui e por ali


Odeio sentir
Esta sensação
Odeio permitir
Esta fixação

Não, não quero
Estar nesta prisão
Não, não quero
Sentir esta frustração

Estou por aqui
Por ali
Estou por ti
Para ti

Espero aqui?
Espero ali?
Se quiseres
Posso ir por aí

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Luz Reflectida


Ai lua
Se soubesses
Se entendesses
Não me davas
A tua oculta face

Ai lua
Mostra-me o teu
Ser, a tua
Reflectida luz
E o meu inunda

Ai lua
Como é belo
O teu rosto na noite
E nos enfeitiça
De sentimentos

Ai lua
Deixa-me beijar
O teu rosto
Acariciar
O teu corpo

Oh lua
Vem, deita-te
Abraça-me
Deixa-me penetrar
O teu mistério

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sulcos Lavrados


Olhava no espelho
Sentia peso no rosto
Amargura e desgosto
Imagem distorcida

Sulcos sem rumo
Rasgados na alma
Divergente, sem calma
Como a lavra da terra

Olhava e percebia
Conseguir ver
Querer viver
É essência do ser

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ai vida...


As tuas sombras
As tuas dores
As tuas cores

Os teus odores
Os teus sabores
Os teus sorrisos

As tuas amarguras
As tuas loucuras
As tuas doçuras

Os teus mundos
Os teus enganos
Os teus amores

São sal, é a vida.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Eu e tu


Fecho os olhos,
Mas vejo os teus;

A dobrar com o meu,
Sinto o teu calor;

Nos ouvidos,
Os teus gemidos;

Nos lábios,
O sabor dos teus;

Nas mãos,
A nudez do teu peito;

Nos braços,
Os teus abraços;

Encostadas às minhas,
As tuas pernas;

Abri os olhos.
Estavas ali...

Relógio


Há horas
Erradas
Perdidas

Para esquecer
Aprender
Esconder

Há horas
Certas
Únicas

Para amar
lembrar
E o relógio parar

domingo, 25 de maio de 2008

Os lagos da vida


Sempre vi, vivi, no risco
Tantas vezes traçado, e,
Calculado ao milímetro,
Consciente, ténue,
Invisível, presente.

Sempre gritei, para dentro,
No risco, de forma restrita,
Zangado, ao quadrado,
Depressivo, camuflado,
Invisível, presente.

Sempre senti, mas mitiguei,
O risco de ficar inconsciente,
Perder a sanidade de cansaço,
Imaginar que posso vegetar,
Ou sequer pensar e perceber.

Os lagos da vida, tem nenúfares,
Muito frágeis, mas largos,
Com cores bizarras e estranhas,
Como a vida que carrego às costas,
Na procura de cais seguros.

Por isso, sentado no jardim,
Olho o mundo, sinto o seu cheiro
Sinto o seu pulsar, a sua inconstância,
E pergunto-me: Onde estás?
Dá-me o remédio que acalme a alma.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Ás vezes...


Há abraços
Que nos prendem
Esmagam

Há abraços
Que são fortes
Musculados

Há abraços
Tremendos
Ternos

Há abraços
Afectuosos
Sensuais

Há abraços
Que se esperam
Desejam

Ás vezes não,
Ás vezes sim,
Há abraços

Olhei...


Estava sol
Olhei, gostei,

Veio a noite,
Olhei, gostei,

Veio a manhã
Olhei, gostei,

Veio a tarde,
Olhei, gostei,

Está de chuva
Olhei, gostei,

E se faz vento?

terça-feira, 20 de maio de 2008

Eu e o mar


Cabelo desalinhado,
Desconfiado,
Andei pela areia fina...

Pouco Inspirado,
Preocupado,
Sentei na areia fina...

Olhar desatinado,
Magoado,
Deitei na areia fina...

Por fim tinha pensado,
Acordado,
Levantei da areia fina..

O mar estava ao lado,
Sossegado,
Saí da areia fina...

Sem areia, nem mar,
Mas com bom ar...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Madrugada


Naquela madrugada
Olhava o mar
Sentia o seu musculo
Era bom estar;

Naquela madrugada
Olhava o infinito
Sentia o seu tremor
Era importante segurar;

Naquela madrugada
Olhava o raiar
Sentia o seu medo
Tristeza, perceber;

Naquela madrugada
Olhava a vida
Sentia a sua angústia
Vivia até poder ser;

Depois da madrugada
Veio o dia
Veio a noite
Nunca mais senti.

sábado, 17 de maio de 2008

Confesso


Dói-me a tua ausência,
O teu silêncio...

Por onde andas Lua,
Feiticeira da noite?

Dá-me a tua luz,
Quero o teu beijo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Criatura


Percorri o hall,
Desci a escada
Sentei-me, pensei,
Porquê não sei...
Vieram-me à memória
Momentos vividos.

A torrada, o croiassant
O galão bem escuro
O guardanapo dobrado
Olhava para o lado
Conversava com alguém
Que não falava, não estava.

O imaginário traia-me
Magoava-me sentir
Pensava como não queria
Continuava a conversar
Olhava para o lado
Senti-me de lado.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Tristeza


É peso, é sentimento de perda
É querer, e não perceber
Porque não e porque sim

É razão, ou falta dela
É não querer, e perceber
Porque quero e não deixas

É divisão, mágoa perversa
É insanidade controlada
É perceber que pouco resta

Talvez tenhas razão, ou não
Não quero sentir esta sensação
Chega de não porque não...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Constrangimentos


Um toque, arrepio,
Gemido,
Estremeção,
Uma canção.

Um encosto, desejo,
Beijo,
Coração,
Uma sensação.

Um encontro, sentimento,
Constrangimento,
Libertação
Uma opção.

Sentidos, cinco, às vezes,
Seis serão, adivinhação.

Paciência


É coisa que não tenho,
Não vejo,
Não sinto,
Que desejo...

É coisa que não percebo,
Não encontro,
Não recebo,
Que procuro...

Porquê a mim?
Onde estás?
Oh paciência,
Vem a mim.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Por fim...


Vi,
Olhei,
Toquei,
Senti,

Estremeci,
Sonhei,
Acordei,
Aborreci,

Falei,
Ouvi,
Discuti,
Fechei...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Para que saibas!



Sabes?
Sim...
Se eu sei?
Sim...

Beijos


Descontrolados,
Molhados,
Arrebatados,
Colados,
Apaixonados,
Controlados...

Nossos,
Meus,
Teus,

São Beijos,
Pois são...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Cercados


Eram 4,
As paredes,
Brancas,
Nuas,
Como nós;

Eram 4,
As horas,
Rápidas,
Suadas,
Como nós;

Somos 2
Eu,
Ela,
Entre as 4,
Cercados.

Linda


Assim te vejo.
Oh. Sim tu és...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Momentos


Tenho momentos,
que não quero ver,
não quero crer;

Tenho momentos
que não quero sorrir,
não quero sentir;

Tenho momentos
que não quero estar,
não quero imaginar;

Tenho momentos
que não quero perder,
não quero saber;

Há momentos que doí,
Tenho momentos...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Cansado


O cansaço, apoderou-se de mim.
Sinto que tudo se encaminha para
para uma estrada estranha...
As coisa perturbam-me, o espírito
não sossega.
Sinto a falta de coisas, estou dependente
desta "droga" que me embriaga e se
apoderou de mim...
Sinto a falta dos afectos, dos mimos,
não percebo porquê, mas sinto, e acho
que não queria sentir; mas não sei...
Ás vezes a força que temos, tantas vezes
"Duracel", gasta-se na exacta proporção
ou em mais curto espaço de tempo, por
se exigir tanto e num imenso frenesim.
Porque me deixo estar assim?!

domingo, 13 de abril de 2008

Perdido


No meio da Escuridão
Sinto-me perdido,

No meio do Quarto
Sinto-me perdido,

No meio da Cama
Sinto-me perdido,

No meio de TUDO
Sinto-me sem nada!?

Onde estás?

Dá-me a tua mão,
Vem... Guia-me...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Silenciosamente


Assim se sente um olhar
que corrompe e nos possui.

Culpa Formada


Tenho culpa,
por te ter conhecido,
por te ter procurado,
por te ter inventado,

Tenho culpa,
por te querer sentir,
por te querer cheirar,
por te querer olhar

Tenho culpa
por te querer abraçar,
por te querer tocar,
por te querer amar,

Eu posso ter,
Mas quem não gosta
Desta Formada Culpa...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Meia História (3)


Chegou, saiu do carro, dirigiu-se a ela, que já o esperava
faz tempo no passeio, estava calor, mas notava-se
que a atmosfera entre eles estava quente.
Deu-lhe um beijo e ela correspondeu com a face, e um olhar
repentino para as suas costas como se procurasse algum
olhar incomodativo.
Colocadas as malas no sitio, fizeram-se à estrada.
No principio as coisas pareciam tensas, as mãos dele,
convertiam-se nas de piloto inexperiente de ralis manhosos.
Ela escondia as suas, em mensagens imaginárias produzidas no
telemóvel, como se tentassem evitar qualquer toque entre si.
As conversas eram de circunstância. Afinal haviam passado
muitos dias, desde que se tinham encontrado uma última vez.
A sul o tempo ia dando sinais de mudança.
Ele resolveu passar a mão pelos cabelos castanhos e ligeiramente
ondulados dela.
Torceu a cabeça, e recebeu a caricia, olhou para o lado e os seus
olhos diziam não pares, mas falou, de tudo e de nada, como se
naquele momento o melhor fosse falar, mas não disse o que pensava.
Na dúvida, ele prosseguiu, continuou a conduzir com a mão esquerda
e com a direita afagava já o seu pescoço.
Chegaram ao hotel, foram ao quarto, desceram de seguida, iam jantar.
O restaurante ficava à beira-mar, com um ambiente sereno e uma
decoração muito sóbria, mas eficaz.
Pediram peixe. Jantaram; do restaurante subiram ao centro histórico
da Vila, saíram do carro, caminhavam juntos, abraçados, em fundo
ouviam-se ritmos africanos, era kizomba de karaoke...
.../...
- Então, adormeceste? Levanta-te, está na hora de sair...
- Que horas são? Logo agora que estava a ter um sonho tão bom, vens
acordar-me?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Cheiros


Lentamente,
Tranquilamente,
Não damos conta,
Entranha-se
Penetra-nos,
Não damos conta,
Cola-se,
Instala-se,
Não damos conta.

Olhamos,
Dormimos,
Descansamos,
Tocamos,
Amamos,
Não damos conta

Marca,
Absorve,
Fica,
Não damos conta.

Quando menos
Esperamos,
Queremos,
Damos conta...

Desapareceu,
Damos conta...

É verdade...


Que posso dizer,
Que posso pedir,
Que posso querer?
Tudo, sabes...
Tudo mesmo.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Há, pronto...


Há silêncios ensurdecedores,
Há conversas em silêncio,
Há gente que nunca será,
Há amores que não o são,
Há males que vem por bem,
Há olhares cegos,
Há vazios cheios de nada
Há solidão na multidão,
Há coisas que talvez entenda,
Há momentos que não.

sexta-feira, 28 de março de 2008

A Ti


Na vista sobre o mar,
Percebemos que a sua
Imensidão e grandeza,
Só não tem comparação
Com a pequena lágrima
Que rola na face e
Provem da nossa alma.

Meia história (2)


Entraram no restaurante. Reservado, calmo, bom de mesa.
No tecto pende um candeeiro, que permite às pessoas ficarem
numa penumbra doce, ténue, dando uma sensação de calma,
apenas interrompida por acordes mais fortes, do piano instalado
a meia sala, que o pianista, indolente e pacientemente parece
tocar, como se já o fizesse faz séculos.
Sentaram-se, ficaram de frente.
Trocaram a conversa normal e de circunstância com o empregado
de mesa, simpático e eficiente.
Escolheram o que comer, mas dava a sensação que não estavam ali
para isso.
Até final do jantar, não trocaram mais que palavras simples e rápidas.
Nem a comida conseguía fazer desviar aqueles longos e silenciosos olhares.
Estavam a "falar" é um facto, ninguém dava conta, só eles.
O jantar terminou, saíram, entraram no carro.
Daí para a marginal foi rápido.
Estacionaram, as portas abriram-se, passaram para os bancos
traseiros.
Tocaram-se, as barreiras quebraram-se.
A ela, o vestido tombou-lhe dos ombros, e os seios erectos cor de
ameixa, ficaram à mostra, deitou-se indolente, calma e serena.
Ele, despia a camisola de forma rápida e desajeitada.
A lua deixava perceber os corpos nus, onde se percebia a sua beleza,
com contornos sombreados pela pouca luz.
A entrega dos corpos e dos pensamentos era total, amavam-se...

Eu, eu...


O Eu irado,
Manifestava-se
Contra o meu proceder,
Para minha defesa
Há o eu que discorda,
Que faz voar as ideias.
Luto com os dois
Não te julgues diz o eu,
Achas bem diz o Eu,
No final, cansado,
Nunca percebo...

Olhares


Olhei,
Pareceu-me ver...
A Eva de tempos idos,
Amor de todos os homens,
Ciume de muitas mulheres,
Portadora da fruta
Que a serpente lhe deu
Para nos ser dada...
Olhei de novo,
Quando dei conta...
Não era mais que um
Manequim fora de montra,
Frio, pálido, hirto e sem emoções.

quinta-feira, 27 de março de 2008

ComFUSÕES


Tudo me parece fútil e vago,
Vejo cães atravessados
Por linhas horizontais e verticais
Vejo a raiz quadrada
A discutir com o quadrado da hipotenusa
Sinto na pele os olhos dos filósofos
Vejo o D. João V ao volante de um Mig 25
Até que chega a luz da manhã
A rotina começa...

Quadro


Quem me dera conseguir pendurar
Numa branca parede
Um quadro onde a luz, a sombra
E o movimento dos corpos
Se tocam como espadas desembainhadas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Medos


Raramente senti medo de algo,
excepto da morte...
Ainda não percebi muito bem porquê,
inspira-me um sentimento tremendo,
por mais que tente, não consigo explicar.
A Morte é algo de que não gosto de falar,
talvez por ter receio que a minha seja
dolorosa, quando a quero, rápida, indolor,
calma e tranquila.
Ás vezes dá-me a sensação que tenho algo
pendente.
Voltei a experimentar a horrível sensação
de ter estado muito perto dela.
Isso incomoda-me, irrita-me, deixa-me
perdido...
Provavelmente, o melhor, é mesmo viver
e rapidamente...

terça-feira, 25 de março de 2008

Voluntariamente


Assim se prendem
Dois loucos que se amam.
Questionados, responderam:
Prisão Perpétua.

Meia História


...Se bem que um pouco mais rápido ele tirou a camisa
e as calças; enquanto despia a roupa interior, ela sentia
os joelhos a fraquejar, e ao primeiro contacto sentiu-se
excitada.
As pernas ergueram-se e circundavam-no na cintura, a
respiração parecia suspensa no peito e arquejante.
Fitando-o, prostrada, de pernas abertas e joelhos retraídos,
sentia-se quase vazia, oca, diria, como se lhe tivessem arrancado
as entranhas.
Debruçou-se sobre ela, e ao jeito de quem lhos queria arrebatar,
agarrou-lhe os seios, ela gemia de dor e torcia-se.
Os seus corpos sacudidos, descontrolados vibravam, com a
violência de uma máquina gigantesca, a sua força era algo
nunca visto, finalmente os corpos tinham sido queimados
pelos estremeções convulsivos de paixão gritada bem alto.
A mulher vence a luta o homem só é mais forte no momento.

Feios, sujos, porcos e maus


Ás vezes dou comigo a pensar, em como
tudo seria diferente se realmente eu tivesse o condão
de me transformar e colocar na galeria dos notáveis,
que pertencem ao agrupamento que titula este texto.
Faz muitos anos que descobri, que lá não pertencia.
Existem no entanto momentos, que por uma razão,
ou por outra, seria muito mais fácil, se assim acontecesse.
Reflectindo, e voltando a fazê-lo, prefiro continuar a ser
assim:
a ter afectos,
orgulho de ser o que sou,
como dou,
ou
como me dou,
permite-me sentir como um raio de sol, que penetra na
floresta virgem, e faz crescer uma vontade de permanecer
vivo, e não desistir de estar num mundo que em nada,
mas mesmo nada, tem a ver com a cáfila que polula por aí.
Mas, pergunto, será que a maior parte das pessoas, não
prefere os maus, porcos, sujos e feios?

sábado, 22 de março de 2008

Mimos


Os Mimos despertaram sempre em mim,
um universo de imaginação, qual cinema fantástico,
ou teatro da vida.
São artistas que sempre admirei e tal como eles,
nos fazem despertar sensações, também outros
mimos de natureza afectiva nos fazem libertar,
quantas vezes, incontidas e irrepetiveis emoções.
Os gestos precisos e milimétricos do Mimo, são muitas
vezes, parecidos com nossos, serenos e
plenos de emoção, ou até quiçá, carregados de
afectos e sensualidade que nos preenchem a alma.
Eu definitivamente gosto deles.

Poema Inacabado


É o terminar de um desespero,
Que senti, que calei...
Será?
Talvez...
Mas é,
O enfrentar do grito,
Que corre pelo atalho,
Em solo percorrido...
É a vida,
Um poema e inacabado.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Lixo


Hoje,
Senti-me,
Lixo,
Não vai voltar
a acontecer.

terça-feira, 11 de março de 2008

Morte


"A morte saiu à rua num dia assim"...
E quando isso acontece, tudo deixa de ter significado, quanto mais não seja por umas horas ou por uns dias.
Quando ela chega e nos apanha distraídos, vem o choque e a revolta, quando é anunciada, nós fingimos que estamos preparados para a receber. Chegada a hora, há revolta e frustração.
A morte é uma inevitabilidade, que uns acham perfeitamente natural, e dizem: "eu não tenho medo dela", outros referem: "quando ela chegar seja rápida". Eu incluo-me nos últimos.
Por isso viver a vida de forma rápida pode ser um trunfo, para quem pretende saborear sistematicamente o bom que isso é.
Perante tudo isto, dizer muito mais, é claramente difícil, e este exercício serve apenas de catarse, perante algo que me incomoda.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Chuva


A chuva traz-me à memória frases e momentos "batidos".
Custou-me levantar hoje e pensar que uns anos antes ouvia com gosto, e sem cessar, os sons que a "Mata" me trazia em dias de invernia e o quanto me descansava. Que bom era ouvir, a chuva lá fora...
Quando me levantei:
Custou-me olhar no espelho porque sabia que iria assistir a um exercício de cinismo puro e duro, daí a momentos.
Custou-me falar cru e mal passado, mas não aguentava mais...
Custou-me deixar que outros se apercebessem...
Custou-me ver rostos, com reacção de espanto...
Custou-me fazer este exercício de cidadania, apesar de tudo ainda há coisas que sobram...
Custou-me fazer com que a máscara caísse, mas tinha que ser...
A verdade não se podia continuar a transformar em mentira.
O cinismo tinha que ser travado.
Por isso, hoje te peço perdão chuva, não te aproveitei...
Acredita, foi por uma boa causa.
Sinto-me mais leve, por isso, irei caminhar um pouco e sentir a "doçura do teu toque"...