As palavras dos outros...

De nada vale tentar ajudar quem não se ajuda a si próprio. "Confucio"

sexta-feira, 26 de junho de 2009

E Agora?


O calor no tempo
Contrasta a frieza do momento
Saga interminável
Que questiona em permanência

Um olhar sonhador
Que eleva consciências
Num momento
Difícil e em desacerto

O calor de corpos
Embaraça nas dúvidas
Na frieza do pensamento
Em consciências perfeitas

Nos olhares penetrantes
Convictos e sérios
Mas sem conseguirem
Segurar lágrimas sentidas

A brisa da noite
Embala num calor estranho
Os pensamentos afogados
Em dúvidas persistentes

De quem quer viver
De quem quer sonhar
De quem quer voltar
De quem quer sentir

domingo, 24 de maio de 2009

Alguns Homens


Porque há idiotas chapados.
Porque há imbecis desbragados.
Porque há depravados insanos.
Porque há mentirosos convictos.
Porque há sacanas compulsivos.

Só há uma solução:

Homens de fibra.
Homens com coração.
Homens sérios.

Onde andam?
Ás vezes, parecem poucos!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Marcado


Se não tivesse
Se não quisesse
Se não pudesse
Se não fosse
A hipocrisia
O cinismo
Seriam arma
Marcada com força
De quem foi marcado
Com ferro quente.

Como pode
Alguém ousar
Como pode
Alguém imaginar
Como pode
Alguém pedir
O que rejeitou
Preferindo sempre
Omissão
Ocultação.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Floresta de Enganos



Um duende
verde de raiva
Numa floresta
Intranquila

Devoradora
De vontades
De quereres
De amores

Um fauno
Negro de mágoa
Numa floresta
De Enganos

Produtora
De indulgência
De falsidade
De mentira

eu sou, só,
eu estou, só,
eu sinto, só,
eu vou... só!

terça-feira, 28 de abril de 2009

3 espelhos


difícil é suportar
difícil é esquecer
que na ombreira
da porta, encostada
meia coberta, no meio
de 3 espelhos
a sua imagem reflectia
luz, êxtase, admiração
e eu
meia cara feita
meia de espuma
e a
bruma de vapor
irrompendo
e o
seu rosto,
a sumir,
e o
seu corpo,
a desaparecer
e a
sua toalha,
pendurada
e o
seu cheiro,
perdido
e eu
olhava o espelho
de forma fixa,
a sua imagem
desvaneceu-se
qual nevoeiro
sebastiânico,
no meio da bruma
não a encontro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A Noite Passada


Falei contigo
Senti tua voz
Ouvi teu som
Percebi teu tom

Estavas longe
Muito longe
Não te mexia
Não te sentia

Virtualmente
Daquele lado
Só tinha entoação
Não tinha canção

Do lado de lá
Estavas tu
Do lado de cá
Não estava eu

A noite passada
Trouxe-me à ideia
Dores não esquecidas
Cicatrizes percebidas

terça-feira, 31 de março de 2009

Olhos



Olhos brilhantes
Iluminam a noite
E perfeitos
E penetrantes
E fantásticos

Olhos teus
Despem os meus
E a mente
E a alma
E os sentidos

Olhos simples
Em fuga
E a coragem
E a verdade
E o carácter

Olhos
Simplesmente
E partiram
E ...........
E ceguei

domingo, 22 de março de 2009

Desencanto


Queria tanto
Responder ao teu grito
Ser o teu desejo
Sentir o teu calor

Acalmar a tua dor
Perder-me no teu beijo
Resolver o teu dilema
Ser o teu regaço
O teu descanso

Queria tanto ser
Aquele que afaga e abraça
Dizer estou aqui ou ir aí

Tanto que eu te queria
Mas não gritaste
Não chamaste

Queria mesmo muito
Tanto que eu queria

sexta-feira, 20 de março de 2009

Máscara


A força de um olhar
Que não é meu
De uma máscara
Que não tenho
De um personagem
Que não sou
Embala-me no éter
Leva-me aos sonhos
Que perdi
Não encontro
Mas porquê?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Estrelas


Há estrelas?
No céu não existem,
Só o reflexo de olhos
Que sofrem com dor,
Ai de quem confia
O amor à lua
E o perde entre nuvens.
Há estrelas?
Não, hoje não há.

sábado, 7 de março de 2009

Honra


Gostava que tivesse
Havido decência, coragem, verdade.

Gostava que tivesse,
Havido tempo, correcção, capacidade.

Nem aqui e agora se compra,
Aprende-se, cultiva-se, vive-se.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Meta


Infelizmente não vai ser possível chegar...
Ainda é cedo...
Primeiro o chá, depois o resto...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vou ter que pensar


Sinceramente, não sei o que fazer,
branca, preta, ou...
Ás vezes vale mais um bom chá,
Outras quem...

domingo, 1 de março de 2009

Mais Um


Esta coisa de só ter aniversário de
4 em 4 anos é giro, pois enquanto
os outros envelhecem mais depressa
eu tenho sempre menos uns dias, ou
mais em jeito de brincadeira, menos
uns anos.
Mas não há bela sem senão, pois
quando não há 29 de Fevereiro,
os amigos aproveitam o 28 de
Fevereiro e o dia 1 de Março para
estar dois dias em Festa.
Malandragem. :)
E pronto este ano não houve 29. :)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nevoeiro


Existem coisas que nos recordam caminhos
Que julgávamos esquecidos
Os teus lábios são farol que ilumina
De que me lembro incessantemente
Naquelas noites de nevoeiro

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Hoje ao fim da tarde...


Quero gritar
Tão forte
Tão perto do sol
Palavras enroladas
Que nunca disse
Nunca consegui dizer
Belas, outras não
Sentidas, sinceras
Verdadeiras
Quero gritar
Qual tornado
Não domado
Quero gritar
Na floresta
Não de enganos.
Depois…
Quero adormecer
Descansado
Acordar no teu regaço
Sentir os teus dedos
O teu cheiro.
Depois…
Não quero mais nada.
Percebes?
Não peço muito.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tudo


Tenho cicatrizes de mais
Tenho medo do futuro
Ainda tenho tudo tão aqui
Ainda te tenho tão aqui

Eu nunca quis
Que fosses apenas mais uma,
Eu nunca quis
Que fosses minha só por segundos

Entre nós o beijo e o abraço era o tudo
Entre nós tudo era possível e não
Entre nós havia coisas inexplicáveis
Entre nós tinha que haver sentimento

Relembro tudo a cada passo
Relembro tudo na pele
Relembro tudo no coração
Relembro tudo na minha cabeça

Porque não percebes
Porque não entendes
Vem abraça-me, estou aqui
Vem sente-me, anda para aqui

Deixa-me contar as histórias
Que só tu podes ouvir
Que só tu podes sentir
Que só eu posso contar

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Desígnio


Tão cansado
Mesmo muito cansado
Desolado e frustrado
Num momento de histeria
Colectiva e individual
A desempenhar
Personagens
Que não quero
Que abomino
Qual Adamastor camoniano
Que teimo em não esquecer
Em arrumar para profundezas
De onde não possa sair
Preciso de um novo caminho
Limpo, tranquilo e desejado
Ter um novo desígnio
Apaixonar, amar e viver
Sorrir, lutar e querer viver
Na minha liberdade
Qual pássaro azul
A voar num verde céu…

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sonhos e Pesadelos


Pedi-te um beijo
Chegaste a mim
Encostaste o teu corpo
Abandonaste-te

Coloquei o meu braço
Segurei a tua cabeça
Mexi nos teus cabelos
Contornei os teus lábios

Continuaste o teu abandono
Fundiste o teu corpo no meu
Vivemos de novo esse calor
Recebi esse beijo único

Sonhava outra vez
Sonhava mais uma vez
Um sonho insistente
Um pesadelo de novo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Desalinho


Desci com a noite
Perdido na calçada
A mão empurra o cabelo

Percorro a rua
Em perfeito desatino
E não a consigo descobrir

Viro na esquina
Sinto os flocos de neve
Que me acariciam o rosto

Nesta rua também não
O frio intensifica
O meu corpo pede calor

Em desalinho contínuo
Procuro e não encontro
Lua, falta o teu beijo, teu calor.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Não há momentos...


Não há,
Dia, hora, minuto, segundo,
Não há,
Pensamento, recordação, sonho
Não há,
Momento, Instante,

Em que não relembre
A explosão de sentimentos
Doces e descontrolados
Transformados em beijos
Intemporais e perfeitos
Transformados em saudades
Insuportáveis, quantas vezes.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Olá Pai


Ver-te assim
Inconsciente
Sentir-te assim
Magoado
Olhar-te assim
Prostrado
Abraçar-te assim
Amarrado
Dar-te beijos assim
Insano
É tão difícil Pai.

Onde está a tua força
A tua coragem
Onde estás
Em que mundo te perdeste
Vem daí, anda comigo,
Seca as minhas lágrimas
Preciso da tua mão
Do teu abraço
Não é ainda tempo
Da terra de sonhos
Continua a lutar
Por ti, por nós
Eu também
não vou desistir.

Olá Pai...
Gosto tanto de ti.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Tempo


Em que o relógio pára,
Para questionar,
Para arrepender.

Em que tudo é passado,
Tudo se apaga,
Tudo se perdoa.

Para ter saudade,
Da falta que nos fazemos,
De voltar a amar.

Há tempo, é possível.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Dor


Essa maldita,
É mesmo assim.
Aparece,
Nós não damos conta.
Instala-se,
Nós não damos conta.
Continua por aqui,
Nós não damos conta.
Para se ir embora,
Demora, demora,
Nós damos conta.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Silhueta


Aquela silhueta
Aquele andar,
Olhei-a no rosto
Vi seu semblante,
Senti-lhe o odor
O seu calor,
Estava por ali
Mas à distância,
Estávamos todos
Tu e eu,
Mas, não estávamos
Nós os dois.

domingo, 30 de novembro de 2008

Confissão


Nas tuas mãos me entreguei,
No teu beijo repousei
No teu colo sinto calma
Nas tuas carícias sinto alma

Nas tuas pernas me entrelaço
No teu peito me abraço
No teu sorriso me seco
Nos teus cabelos me perco

Confesso tudo isso
Que mais queres que confesse?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Paliativo


Quando estamos frágeis
sentimos o piano a tocar
as nossas feridas lambidas
pelos acordes da orquestra

Os violinos, apaziguam
cada rasgo de sangue
enquanto a harpa limpa
as dores na alma

Á batuta do maestro
é pedida mais rapidez
para que todos toquem
e rápido curem

A música é medicamento
bálsamo importante
paliativo profundo, dinâmico
para acalmar a dor

Toquem muito
Toquem afinados
Leiam a minha partitura
Toquem-me

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Perdemos


A inconstância,
A inconsistência,
A intransigência,

Era o que tínhamos

O repente
O sorriso
O toque

Era nosso

Tudo se perdeu
Perdemos tu e eu

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fábula


Uma Estrela passou e perguntou:
"Porque não te consigo iluminar"?
A resposta não se fez esperar:
"Se não sabes, não vou explicar".

A Estrela não desarmou e continuou:
"A Lua também não te consegue iluminar".
A resposta foi célere e subliminar:
"A Lua perdeu-se, não a consigo achar".

Insistência perversa da Estrela:
"Porque não procuras o Sol"?
A resposta não foi mole:
"EU SOU O SOL".

"Se não me consegues iluminar,
Se a lua não me consegue iluminar,
É simples... A Lua espera por mim;
Tu brilhas como eu, mas estás longe"...

Ás vezes não se vê o Sol.
Ás vezes a Lua esconde-se,
Ás vezes a Estrelas não brilham…
“Porque há Nuvens”, digo eu.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mimos


Os Mimos despertaram sempre em mim,
um universo de imaginação, qual cinema fantástico,
ou teatro da vida.
São artistas que sempre admirei e tal como eles,
nos fazem despertar sensações, também outros
mimos de natureza afectiva nos fazem libertar,
quantas vezes, incontidas e irrepetiveis emoções.
Os gestos precisos e milimétricos do Mimo, são muitas
vezes, parecidos com nossos, serenos e
plenos de emoção, ou até quiçá, carregados de
afectos e sensualidade que nos preenchem a alma.
Eu definitivamente gosto deles.

PS: Este texto já foi anteriormente publicado,
no entanto e a propósito da nova imagem que escolhi
para o blog, entendi que fazia sentido esta homenagem
aos MIMOS, artistas, e aos outros.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Voluntariamente


Assim se prendem
Dois loucos que se amam.
Questionados, responderam:
Prisão Perpétua.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ter, Sentir, Ouvir


Quem dera
Ter-te aqui
Encostada em mim
sentir teu corpo
embrulhado em papel
como celofane
hermético, sem vácuo,
colada em mim...

sentir tuas mãos
na minha cabeça
alinhando fios de prata
desalinhando os outros
tocar na cicatriz
explicada pela 57ª vez
"foi uma pedrada
coisas de crianças"...

ouvir a tua voz
encostada em mim
sussurrar no meu ouvido
as maluqueiras passadas
as histórias que passámos
os filmes que queremos
os momentos só nossos
as muitas gargalhadas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tudo


Há momentos na vida de cada um, onde
TUDO parece desabar.
Por uma razão ou por outra, quando
menos esperamos, TUDO acontece.
Porque será que isto se verifica?
É estranho, afinal, não é plausível,
que pelo facto de se registar um
problema em dado momento, surjam
vários ao mesmo tempo.
A realidade ás vezes é demasiado dura
para se entender.
Uma mão cheia de situações e colocamos
uma ferradura atrás da porta, ou damos
um saltinho à bruxa de serviço, que estiver
mais perto, para combater o mau olhado.
Eu não acredito em bruxas mas que as há,
lá isso, não tenho dúvidas.
Assim sendo, questiono-me sobre o porquê
de tanta coisa me acontecer em tão curto
espaço de tempo.
Este texto não é mais que catarse ou muro de
lamentações, não tem pretensões de carácter
filosófico, ou sequer, de procura da verdade.
É uma chatice, mas contra factos não há
argumentos.

domingo, 21 de setembro de 2008

Fim


Um beijo ao
Entardecer;
Pálido
Como nós.

Um beijo
Sôfrego;
Com sabor
a nós.

Um beijo
Difícil;
O FIM.
Sabíamos nós.

sábado, 20 de setembro de 2008

Fotografia


És tu
O instante;
Sou eu
Que o capto;

És tu
Que estás ali;
Sou eu
Que estou aqui;

És tu
Que eu vejo;
Sou eu
Que não te tenho;

Uma imagem, uma foto,
Um momento, uma foto,
Uma foto, um sonho,
Uma foto, um tempo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

De Todo...


Sentir muito,
nunca é absoluto,
Entender muito,
nunca é completo,
Dizer muito,
nunca é suficiente,
Pensar muito,
nunca chega.

Estava, estive,
Totalmente
Corpo e alma,
Absolutamente
A dois
Permanentemente
Ao lado
Efectivamente

Fui, dei, tudo, todo,
Mas fui, e De Todo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Borboleta Azul


Olhei surpreso
Vaidosa voava,
Graciosa poisava.

Lembra-me suas formas
Lembra-me seu andar
Parecia que voava

Tal como tu ninfa,
Serena e tranquila
Nos meus braços poisava.

sábado, 13 de setembro de 2008

Saudade, só?


"Há sempre alguém que nos
diz tem cuidado
Há sempre alguém
que nos faz pensar um pouco
Há sempre alguém
que nos faz falta
Ahhh, saudade..."


Anda vem
Quero sentir o teu olhar;
Não sentir o teu cheiro
Mói, dói

Anda vem
Quero sentir o teu beijo;
Não sentir o teu corpo
Dói, Corrói,

Anda vem
Quero sentir a tua voz;
Não sentir o teu ser
Destrói, dói.

Anda que dói
Grita, chama,
"Ahhh, saudade"...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Palcos: (A Vida) (Da Vida)


Nos Palcos encontro as personagens a quem dou
e me dão vida.
É neles que sinto o pulsar de ilusões de tudo quanto
desejamos, ou pensamos que desejamos,
seja por momentos, ou porque o queremos para
todo o sempre.
Dei-me conta na D.T. de uma ópera, quanto às
vezes os nossos esforços podem ser derrubados
pelo imprevisto. De um minuto para o outro, e
sem rede, tudo pode desmoronar e estragar o
trabalho que vimos realizando e ao qual nos
entregamos com afinco.
Na vida, o imprevisto, pode trazer dissabores
e amarguras, algumas que nunca mais se resolvem,
e que de quando em vez, nos atormentam os sentidos.
Na verdade, estar a trabalhar no palco, em tudo
o que o rodeia, e muito mais numa ópera, permite,
por momentos, encontrar um infindo movimento,
ilusão, sensação única de liberdade, e em simultâneo,
uma acrescida responsabilidade provocada pela
ansiedade e stress natural de quem participou no
"parto" de mais um espectáculo.
É esta dicotomia que me fascina desde aqueles
tempos, em que com os meus amigos de infância,
fazíamos concertos desconcertados, circos
imaginários e teatros de vida, imitando as vedetas
de então, que víamos nas festas da Vila, que hoje
me leva a pensar: estou onde sempre quis estar,
nos bastidores do palco.
Ali, fervilham ilusões, medos, sorrisos, enfim,
a vida. Quem diria, que esta é a que escolhi e
onde me sinto bem?
Em mais um momento imprevisível, senti que o palco
é e será sempre a minha vida. Para outros, ela não
deixará também de o ser, quantas vezes de verdadeiras
ilusões, quantas vezes sem que infelizmente se possa
desmanchar o cenário ou repetir a cena!

sábado, 30 de agosto de 2008

Nonsense


Anda, vem...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Saturação


Não esqueço as agruras
que passei e passo...
Não esqueço as ternuras
que passei e passo

Não esqueço as desventuras
que passei...
Não esqueço as aventuras
que passo...

Não esqueço quem perdi
ao passar...
Não esqueço quem esqueci
e passei...

Mas fico indiferente
ao passar e passo...
intransigente
no passo e passo...

Saturado
Cansei da gentalha
Saturado
Cansei da Canalha

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Da MIM para mim.


Por tantas vezes procurar o que sou,
dei por mim, a olhar para uma definição,
sobre a minha pessoa, efectuada pela
MIM de que tanto gostei, em que me
revejo e que pela sua importância, não
resisto em publicar.
"Tu és como um Pássaro.
Precisa de ter um ninho dele, mas que
seja dele, para quem convida alguém
quando quer.
Como qualquer pássaro precisas de voar,
quando e como quiser.
Tu tens sempre o teu espaço físico e mental."

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lua Mulher


A lua chegou sorrateira. Olhou, piscou um olho,
e enviou-lhe um sorriso, ela corou prazenteira.
O reflexo que de volta tocou na face da lua, enorme,
forte, parecia deixá-la envergonhada perante tamanho brilho.
Brilhava ela menos nas águas suaves, que a luz que saía
de tal rosto, com o poder de um mistério que estava
ali, mas que só ele podia ver e admirar.
Que rosto era aquele, que olhava para lá da linha do
horizonte mas que emanava uma luz fulgurante?
Que rosto era aquele que parecia chegado do Olimpo,
mas que estava ali a um palmo de distância e que
apetecia tocar?
Quem seria? Quem és, perguntaria eu, atrevido, mas
não ele, que permanecia ávido a tentar descortinar todo
um mundo que lhe parecia inacessível.
Ao fim de algum tempo ela mostrou um largo e bonito
sorriso, abriu os seus olhos e de repente dos céus a lua
cheia desceu, corada, brilhante, penetrando e fundindo-se
com aquele ser que estava ali e que parecia inatingível.
Então percebeu-se, era a Lua transformada Mulher, poderosa,
reflexo de pensamentos, desejos e sentimentos que temos,
no nosso imaginário.
Quando a encontramos, partimos de novo com a esperança
de finalmente encontrarmos a nossa alma gémea.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Tenho


Saudade de mim
por mim
… de sentir
do que fui

Saudade de ser
por querer
… de ter
de te querer

Saudade de ti
de nós
… do teu suor
do teu odor

Saudade do teu olhar
… teu ser
te ouvir
do teu querer

Tenho saudades
sim... Tenho

sábado, 26 de julho de 2008

Toques


De novo
Aquela coisa
Que irrita
Chateia
Apoquenta
Desorienta

Um toque
Inadvertido
Tranquilo
Calmo
Sensível
Doce

De novo, tu
Eu, de novo

Querer...


Onde vou
Onde estou
Sinto
Penso
Olho
Cheiro
Tento ser
Ter
Perceber-te!

sábado, 28 de junho de 2008

Tu


Quando te vejo
Assustada
Magoada

Quando te vejo
Perdida
Ferida

Quando te vejo
Inábil
Frágil

Quero ser o teu colo
Teu solo

Desistência

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Voava


Voava
junto à costa

Poisava
naquela rocha

Imaginei
aquelas asas

Sonhei
aqueles olhos

Pensei voar
sobre ti

Pensei olhar
por ti

Por aqui e por ali


Odeio sentir
Esta sensação
Odeio permitir
Esta fixação

Não, não quero
Estar nesta prisão
Não, não quero
Sentir esta frustração

Estou por aqui
Por ali
Estou por ti
Para ti

Espero aqui?
Espero ali?
Se quiseres
Posso ir por aí