
sexta-feira, 26 de junho de 2009
E Agora?

domingo, 24 de maio de 2009
Alguns Homens
terça-feira, 19 de maio de 2009
Marcado
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A Floresta de Enganos
terça-feira, 28 de abril de 2009
3 espelhos

difícil é esquecer
que na ombreira
da porta, encostada
meia coberta, no meio
de 3 espelhos
a sua imagem reflectia
luz, êxtase, admiração
e eu
meia cara feita
meia de espuma
e a
bruma de vapor
irrompendo
e o
seu rosto,
a sumir,
e o
seu corpo,
a desaparecer
e a
sua toalha,
pendurada
e o
seu cheiro,
perdido
e eu
olhava o espelho
de forma fixa,
a sua imagem
desvaneceu-se
qual nevoeiro
sebastiânico,
no meio da bruma
não a encontro.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A Noite Passada
terça-feira, 31 de março de 2009
Olhos
domingo, 22 de março de 2009
Desencanto

Queria tanto
Responder ao teu grito
Ser o teu desejo
Sentir o teu calor
Acalmar a tua dor
Perder-me no teu beijo
Resolver o teu dilema
Ser o teu regaço
O teu descanso
Queria tanto ser
Aquele que afaga e abraça
Dizer estou aqui ou ir aí
Tanto que eu te queria
Mas não gritaste
Não chamaste
Queria mesmo muito
Tanto que eu queria
sexta-feira, 20 de março de 2009
Máscara
sexta-feira, 13 de março de 2009
Estrelas
sábado, 7 de março de 2009
Honra
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Mais Um

Esta coisa de só ter aniversário de
4 em 4 anos é giro, pois enquanto
os outros envelhecem mais depressa
eu tenho sempre menos uns dias, ou
mais em jeito de brincadeira, menos
uns anos.
Mas não há bela sem senão, pois
quando não há 29 de Fevereiro,
os amigos aproveitam o 28 de
Fevereiro e o dia 1 de Março para
estar dois dias em Festa.
Malandragem. :)
E pronto este ano não houve 29. :)
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Nevoeiro
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Hoje ao fim da tarde...

Quero gritar
Tão forte
Tão perto do sol
Palavras enroladas
Que nunca disse
Nunca consegui dizer
Belas, outras não
Sentidas, sinceras
Verdadeiras
Quero gritar
Qual tornado
Não domado
Quero gritar
Na floresta
Não de enganos.
Depois…
Quero adormecer
Descansado
Acordar no teu regaço
Sentir os teus dedos
O teu cheiro.
Depois…
Não quero mais nada.
Percebes?
Não peço muito.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Tudo

Tenho cicatrizes de mais
Tenho medo do futuro
Ainda tenho tudo tão aqui
Ainda te tenho tão aqui
Que fosses apenas mais uma,
Eu nunca quis
Que fosses minha só por segundos
Entre nós tudo era possível e não
Entre nós havia coisas inexplicáveis
Entre nós tinha que haver sentimento
Relembro tudo na pele
Relembro tudo no coração
Relembro tudo na minha cabeça
Porque não entendes
Vem abraça-me, estou aqui
Vem sente-me, anda para aqui
Que só tu podes ouvir
Que só tu podes sentir
Que só eu posso contar
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Desígnio

Mesmo muito cansado
Desolado e frustrado
Num momento de histeria
Colectiva e individual
A desempenhar
Personagens
Que não quero
Que abomino
Qual Adamastor camoniano
Que teimo em não esquecer
Em arrumar para profundezas
De onde não possa sair
Preciso de um novo caminho
Limpo, tranquilo e desejado
Ter um novo desígnio
Apaixonar, amar e viver
Sorrir, lutar e querer viver
Na minha liberdade
Qual pássaro azul
A voar num verde céu…
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Sonhos e Pesadelos

Pedi-te um beijo
Chegaste a mim
Encostaste o teu corpo
Abandonaste-te
Coloquei o meu braço
Segurei a tua cabeça
Mexi nos teus cabelos
Contornei os teus lábios
Continuaste o teu abandono
Fundiste o teu corpo no meu
Vivemos de novo esse calor
Recebi esse beijo único
Sonhava outra vez
Sonhava mais uma vez
Um sonho insistente
Um pesadelo de novo
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Desalinho

Desci com a noite
Perdido na calçada
A mão empurra o cabelo
Percorro a rua
Em perfeito desatino
E não a consigo descobrir
Viro na esquina
Sinto os flocos de neve
Que me acariciam o rosto
Nesta rua também não
O frio intensifica
O meu corpo pede calor
Em desalinho contínuo
Procuro e não encontro
Lua, falta o teu beijo, teu calor.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Não há momentos...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Olá Pai

Ver-te assim
Inconsciente
Sentir-te assim
Magoado
Olhar-te assim
Prostrado
Abraçar-te assim
Amarrado
Dar-te beijos assim
Insano
É tão difícil Pai.
Onde está a tua força
A tua coragem
Onde estás
Em que mundo te perdeste
Vem daí, anda comigo,
Seca as minhas lágrimas
Preciso da tua mão
Do teu abraço
Não é ainda tempo
Da terra de sonhos
Continua a lutar
Por ti, por nós
Eu também
não vou desistir.
Olá Pai...
Gosto tanto de ti.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Tempo
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Silhueta
domingo, 30 de novembro de 2008
Confissão
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Paliativo

quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Perdemos
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Fábula

Uma Estrela passou e perguntou:
"Porque não te consigo iluminar"?
A resposta não se fez esperar:
"Se não sabes, não vou explicar".
A Estrela não desarmou e continuou:
"A Lua também não te consegue iluminar".
A resposta foi célere e subliminar:
"A Lua perdeu-se, não a consigo achar".
Insistência perversa da Estrela:
"Porque não procuras o Sol"?
A resposta não foi mole:
"EU SOU O SOL".
"Se não me consegues iluminar,
Se a lua não me consegue iluminar,
É simples... A Lua espera por mim;
Tu brilhas como eu, mas estás longe"...
Ás vezes não se vê o Sol.
Ás vezes a Lua esconde-se,
Ás vezes a Estrelas não brilham…
“Porque há Nuvens”, digo eu.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Mimos

Os Mimos despertaram sempre em mim,
um universo de imaginação, qual cinema fantástico,
ou teatro da vida.
São artistas que sempre admirei e tal como eles,
nos fazem despertar sensações, também outros
mimos de natureza afectiva nos fazem libertar,
quantas vezes, incontidas e irrepetiveis emoções.
Os gestos precisos e milimétricos do Mimo, são muitas
vezes, parecidos com nossos, serenos e
plenos de emoção, ou até quiçá, carregados de
afectos e sensualidade que nos preenchem a alma.
Eu definitivamente gosto deles.
PS: Este texto já foi anteriormente publicado,
no entanto e a propósito da nova imagem que escolhi
para o blog, entendi que fazia sentido esta homenagem
aos MIMOS, artistas, e aos outros.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Ter, Sentir, Ouvir

Quem dera
Ter-te aqui
Encostada em mim
sentir teu corpo
embrulhado em papel
como celofane
hermético, sem vácuo,
colada em mim...
sentir tuas mãos
na minha cabeça
alinhando fios de prata
desalinhando os outros
tocar na cicatriz
explicada pela 57ª vez
"foi uma pedrada
coisas de crianças"...
ouvir a tua voz
encostada em mim
sussurrar no meu ouvido
as maluqueiras passadas
as histórias que passámos
os filmes que queremos
os momentos só nossos
as muitas gargalhadas.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Tudo

Há momentos na vida de cada um, onde
TUDO parece desabar.
Por uma razão ou por outra, quando
menos esperamos, TUDO acontece.
Porque será que isto se verifica?
É estranho, afinal, não é plausível,
que pelo facto de se registar um
problema em dado momento, surjam
vários ao mesmo tempo.
A realidade ás vezes é demasiado dura
para se entender.
Uma mão cheia de situações e colocamos
uma ferradura atrás da porta, ou damos
um saltinho à bruxa de serviço, que estiver
mais perto, para combater o mau olhado.
Eu não acredito em bruxas mas que as há,
lá isso, não tenho dúvidas.
Assim sendo, questiono-me sobre o porquê
de tanta coisa me acontecer em tão curto
espaço de tempo.
Este texto não é mais que catarse ou muro de
lamentações, não tem pretensões de carácter
filosófico, ou sequer, de procura da verdade.
É uma chatice, mas contra factos não há
argumentos.
domingo, 21 de setembro de 2008
Fim
sábado, 20 de setembro de 2008
Fotografia
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
De Todo...
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Borboleta Azul
sábado, 13 de setembro de 2008
Saudade, só?

"Há sempre alguém que nos
diz tem cuidado
Há sempre alguém
que nos faz pensar um pouco
Há sempre alguém
que nos faz falta
Ahhh, saudade..."
Anda vem
Quero sentir o teu olhar;
Não sentir o teu cheiro
Mói, dói
Anda vem
Quero sentir o teu beijo;
Não sentir o teu corpo
Dói, Corrói,
Anda vem
Quero sentir a tua voz;
Não sentir o teu ser
Destrói, dói.
Anda que dói
Grita, chama,
"Ahhh, saudade"...
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Palcos: (A Vida) (Da Vida)

Nos Palcos encontro as personagens a quem dou
e me dão vida.
É neles que sinto o pulsar de ilusões de tudo quanto
desejamos, ou pensamos que desejamos,
seja por momentos, ou porque o queremos para
todo o sempre.
Dei-me conta na D.T. de uma ópera, quanto às
vezes os nossos esforços podem ser derrubados
pelo imprevisto. De um minuto para o outro, e
sem rede, tudo pode desmoronar e estragar o
trabalho que vimos realizando e ao qual nos
entregamos com afinco.
Na vida, o imprevisto, pode trazer dissabores
e amarguras, algumas que nunca mais se resolvem,
e que de quando em vez, nos atormentam os sentidos.
Na verdade, estar a trabalhar no palco, em tudo
o que o rodeia, e muito mais numa ópera, permite,
por momentos, encontrar um infindo movimento,
ilusão, sensação única de liberdade, e em simultâneo,
uma acrescida responsabilidade provocada pela
ansiedade e stress natural de quem participou no
"parto" de mais um espectáculo.
É esta dicotomia que me fascina desde aqueles
tempos, em que com os meus amigos de infância,
fazíamos concertos desconcertados, circos
imaginários e teatros de vida, imitando as vedetas
de então, que víamos nas festas da Vila, que hoje
me leva a pensar: estou onde sempre quis estar,
nos bastidores do palco.
Ali, fervilham ilusões, medos, sorrisos, enfim,
a vida. Quem diria, que esta é a que escolhi e
onde me sinto bem?
Em mais um momento imprevisível, senti que o palco
é e será sempre a minha vida. Para outros, ela não
deixará também de o ser, quantas vezes de verdadeiras
ilusões, quantas vezes sem que infelizmente se possa
desmanchar o cenário ou repetir a cena!
sábado, 30 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Saturação

Não esqueço as agruras
que passei e passo...
Não esqueço as ternuras
que passei e passo
Não esqueço as desventuras
que passei...
Não esqueço as aventuras
que passo...
Não esqueço quem perdi
ao passar...
Não esqueço quem esqueci
e passei...
Mas fico indiferente
ao passar e passo...
intransigente
no passo e passo...
Saturado
Cansei da gentalha
Saturado
Cansei da Canalha
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Da MIM para mim.

Por tantas vezes procurar o que sou,
dei por mim, a olhar para uma definição,
sobre a minha pessoa, efectuada pela
MIM de que tanto gostei, em que me
revejo e que pela sua importância, não
resisto em publicar.
"Tu és como um Pássaro.
Precisa de ter um ninho dele, mas que
seja dele, para quem convida alguém
quando quer.
Como qualquer pássaro precisas de voar,
quando e como quiser.
Tu tens sempre o teu espaço físico e mental."
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Lua Mulher

A lua chegou sorrateira. Olhou, piscou um olho,
e enviou-lhe um sorriso, ela corou prazenteira.
O reflexo que de volta tocou na face da lua, enorme,
forte, parecia deixá-la envergonhada perante tamanho brilho.
Brilhava ela menos nas águas suaves, que a luz que saía
de tal rosto, com o poder de um mistério que estava
ali, mas que só ele podia ver e admirar.
Que rosto era aquele, que olhava para lá da linha do
horizonte mas que emanava uma luz fulgurante?
Que rosto era aquele que parecia chegado do Olimpo,
mas que estava ali a um palmo de distância e que
apetecia tocar?
Quem seria? Quem és, perguntaria eu, atrevido, mas
não ele, que permanecia ávido a tentar descortinar todo
um mundo que lhe parecia inacessível.
Ao fim de algum tempo ela mostrou um largo e bonito
sorriso, abriu os seus olhos e de repente dos céus a lua
cheia desceu, corada, brilhante, penetrando e fundindo-se
com aquele ser que estava ali e que parecia inatingível.
Então percebeu-se, era a Lua transformada Mulher, poderosa,
reflexo de pensamentos, desejos e sentimentos que temos,
no nosso imaginário.
Quando a encontramos, partimos de novo com a esperança
de finalmente encontrarmos a nossa alma gémea.

































